O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) representa um desafio complexo na saúde pública brasileira, especialmente entre populações indígenas, devido a vulnerabilidades geográficas, programáticas e culturais. Este estudo tem como objetivo analisar as produções científicas sobre o HIV em comunidades indígenas no Brasil, compreendendo como a literatura aborda as especificidades dessa população. A metodologia consistiu em uma revisão bibliográfica de natureza qualitativa, com buscas no Catálogo da CAPES, SciELO, PubMed e repositórios institucionais, abrangendo o período de 2014 a 2024. Após a aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 18 artigos foram selecionados para análise. Os resultados evidenciam que a interiorização da epidemia não foi acompanhada pela descentralização estrutural do tratamento, gerando vazios assistenciais e dificuldades na adesão à terapia antirretroviral (TARV) devido ao choque cultural e às barreiras linguísticas. Conclui-se que a Enfermagem desempenha um papel estratégico como articuladora da interculturalidade, sendo essencial para promover a equidade no cuidado aos povos originários.
Palavras-chave: HIV; Comunidades indígenas; Enfermagem; Saúde pública; Brasil.