Nas últimas décadas, os transtornos de ansiedade têm se intensificado em decorrência das transformações sociais, econômicas e tecnológicas, tornando-se um relevante problema de saúde pública. Nesse contexto, observa-se o aumento do consumo de medicamentos ansiolíticos, o que levanta preocupações quanto ao uso indiscriminado e seus impactos. O presente estudo teve como objetivo compreender os fatores que contribuem para o crescimento do consumo desses medicamentos, bem como analisar seus impactos clínicos, sociais e profissionais, com ênfase no papel do farmacêutico na promoção do uso racional. Trata-se de uma revisão de literatura de caráter qualitativo e descritivo, realizada a partir de artigos científicos publicados entre 2020 e 2025, selecionados em bases de dados reconhecidas na área da saúde. Os resultados evidenciaram que o aumento do consumo de ansiolíticos está associado a fatores como pressão acadêmica e profissional, automedicação, medicalização do sofrimento psíquico e limitações no acesso a terapias não farmacológicas. Além disso, identificaram-se riscos relevantes, como dependência, prejuízos cognitivos e impactos na qualidade de vida. Destacou-se ainda a importância do farmacêutico na orientação, acompanhamento e prevenção do uso inadequado desses medicamentos. Conclui-se que o crescimento do consumo de ansiolíticos é um fenômeno multifatorial que exige ações integradas, incluindo fortalecimento das políticas de saúde mental e promoção de práticas terapêuticas mais seguras e humanizadas.
Palavras-chave: Saúde mental. Ansiedade. Medicamentos ansiolíticos. Uso racional de medicamentos. Atenção farmacêutica.