O Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) permanece como um dos maiores desafios da saúde pública global devido ao seu impacto no sistema imunológico e à persistência de novas infecções. Este estudo consiste em uma revisão bibliográfica de abordagem qualitativa que objetivou analisar a eficácia farmacológica da Profilaxia Pós-Exposição (PEP) e da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), além de discutir os desafios frente ao aumento dos casos de HIV. A coleta de dados foi realizada em bases como Google Acadêmico e SciELO, selecionando estudos publicados entre 2014 e 2024. Os resultados indicam que, embora a PrEP apresente uma eficácia de até 90% na redução do risco de infecção em casos de adesão adequada (como demonstrado pelo estudo iPrEx), sua efetividade real é comprometida por barreiras estruturais e sociais. No que tange à PEP, observam-se baixas taxas de conclusão do tratamento (entre 25,7% e 33,6%), motivadas principalmente por efeitos colaterais e falhas no acompanhamento clínico. O estudo revela que o estigma, a discriminação nos serviços de saúde e a vulnerabilidade socioeconômica de populações-chave são fatores determinantes que limitam o alcance dessas tecnologias preventivas. Conclui-se que a resposta à epidemia exige a integração da eficácia biomédica com estratégias que ampliem o acolhimento e o vínculo dos usuários com o sistema de saúde.
Palavra-chave: Adesão ao tratamento, HIV/AIDS, Antirretroviral, PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) PEP (Profilaxia – Pós Exposição).