Este artigo abordou a automedicação entre idosos, prática que se mostrou frequente e preocupante diante do envelhecimento populacional e da polimedicação característica dessa faixa etária. O objetivo principal foi analisar as consequências da automedicação, destacando seus efeitos sobre a segurança terapêutica e a qualidade de vida. Para isso, realizou-se uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo e descritivo, utilizando artigos publicados entre 2018 e 2026 em bases de dados nacionais e internacionais. A análise mostrou que a automedicação pode provocar desde reações adversas leves até complicações graves, como insuficiência renal e acidentes vasculares, além de mascarar sintomas e atrasar diagnósticos. Também se verificou que fatores sociais e econômicos, como o custo elevado de consultas médicas e a facilidade de acesso a medicamentos sem prescrição, influenciam diretamente essa prática. O estudo destacou ainda o papel estratégico do farmacêutico, cuja atuação preventiva e educativa contribui para reduzir riscos, promover o uso racional de medicamentos e fortalecer a adesão ao tratamento. Conclui-se que a automedicação inadequada entre idosos representa um desafio de saúde pública e que sua superação depende de políticas abrangentes, integração multiprofissional e ações educativas contínuas. Dessa forma, o trabalho reforça a importância de estratégias conjuntas que garantam maior segurança no uso de medicamentos e melhor qualidade de vida para a população idosa.
Palavras-chave: Automedicação; Idosos; Consequências. Saúde.