A farmacogenômica é fundamental para a medicina personalizada, explicando a variabilidade individual na resposta a medicamentos e otimizando terapias. Este artigo analisa o impacto dos testes farmacogenéticos, focados nos genes CYP2D6 e CYP2C19, na redução de efeitos adversos e no tempo de remissão em pacientes com transtornos depressivos resistentes ao tratamento. Baseado em um estudo retrospectivo de Silva et al. (2024), que avaliou exames farmacogenéticos de três pacientes e 188 medicamentos, a pesquisa destaca a influência de polimorfismos genéticos na toxicidade e eficácia dos fármacos. Os resultados indicam que a genotipagem permite prever o status metabólico, possibilitando ajustes de dose e a escolha de medicamentos mais seguros e eficazes, minimizando efeitos adversos e melhorando a adesão ao tratamento. Conclui-se que a farmacogenética é crucial para a personalização do tratamento da depressão, embora a identificação das variações genéticas mais relevantes ainda exija avanços contínuos.
Palavras-chave: Farmacogenética; Depressão; CYP2D6; CYP2C19.