A nanotecnologia tem promovido avanços importantes no desenvolvimento de medicamentos, especialmente por meio de sistemas de liberação controlada capazes de aumentar a estabilidade, biodisponibilidade e eficácia terapêutica dos fármacos. No contexto dos anticoncepcionais hormonais, essas tecnologias surgem como alternativa promissora para reduzir oscilações hormonais, minimizar efeitos adversos e ampliar a adesão aos métodos contraceptivos. O presente estudo teve como objetivo investigar as aplicações da nanotecnologia no desenvolvimento de anticoncepcionais hormonais, analisando os principais sistemas nanotecnológicos utilizados e seus impactos na saúde reprodutiva. Trata-se de uma revisão bibliográfica qualitativa e descritiva, realizada a partir de artigos científicos indexados nas bases de dados Google Scholar, PubMed, SciELO e LILACS, considerando publicações entre os anos de 2014 e 2025. Os resultados demonstraram que sistemas como nanopartículas poliméricas, nanopartículas lipídicas e lipossomas apresentam elevada capacidade de encapsulação e liberação prolongada de hormônios, favorecendo maior estabilidade farmacocinética e melhor direcionamento terapêutico. Observou-se que essas nanoestruturas contribuem para redução do metabolismo de primeira passagem hepática, aumento da biodisponibilidade hormonal e diminuição de efeitos adversos associados aos contraceptivos convencionais. Ademais, os estudos analisados apontam potencial para o desenvolvimento de métodos de longa duração, maior adesão terapêutica e formulações mais seguras e personalizadas. Conclui-se que a nanotecnologia representa uma estratégia inovadora e promissora para o aprimoramento dos anticoncepcionais hormonais, contribuindo para avanços significativos na eficácia, segurança e qualidade da saúde reprodutiva feminina.
Palavras-chave: Anticoncepcionais Hormonais; Farmacocinética; Nanotecnologia.