Pacientes oncológicos frequentemente desenvolvem complicações orais decorrentes dos tratamentos antineoplásicos, como quimioterapia e radioterapia, especialmente na região de cabeça e pescoço, incluindo mucosite oral, xerostomia, infecções oportunistas, cárie de radiação e osteorradionecrose, que impactam diretamente a qualidade de vida. Este trabalho teve como objetivo analisar as principais complicações orais associadas às terapias antineoplásicas, bem como destacar a importância da atuação odontológica na prevenção e no manejo dessas alterações. A metodologia consistiu em uma revisão de literatura, baseada em estudos científicos atuais e relevantes sobre o tema. Os resultados evidenciaram que essas complicações podem comprometer funções essenciais como alimentação e fala, além de interferir na continuidade do tratamento oncológico. Observou-se que a abordagem preventiva, por meio da avaliação odontológica prévia, adequação do meio bucal, controle de biofilme e orientação de higiene oral, é fundamental para reduzir a incidência dessas alterações. O manejo terapêutico inclui o tratamento das lesões instaladas, controle da dor, uso de agentes medicamentosos e acompanhamento multiprofissional. Conclui-se que a atuação integrada entre o cirurgião-dentista e a equipe oncológica é essencial para prevenir complicações, melhorar o prognóstico e promover a qualidade de vida dos pacientes.
Palavras-chave: Câncer. Complicações orais. Terapias antineoplásicas. Mucosite oral. Odontologia oncológica.