O estudo avaliou a aplicação do uso de veículos aéreos não tripulados (drones) no monitoramento espacial de animais sob diferentes sistemas de criação. No período de 2021 a 2025 foram captadas imagens aéreas em propriedades rurais nos municípios de Anajatuba, Colinas e Balsas (MA). As imagens foram obtidas por meio de drones modelos DJI Mini 2 e Mavic 3 Pro. Também foram processadas pelo aplicativo CountThings a contagem automatizada do número de animais nas propriedades. Adicionalmente, por meio da vigilância sanitária, registrou-se a presença de fontes potenciais de risco sanitário (lixões), aglomerações de animais, granja leiteira, criação industrial de suínos e aves num matrizeiro, bem como, tanques de pisciculturas e suínos criados soltos em áreas alagadas. Coletou-se dados para a vigilância clínica e biosseguridade externa. Os resultados mostraram que, por meio de veículo aéreo não tripulado é possível observar em curto espaço de tempo nos animais: marcação de vacinação contra brucelose (ou brincos), infestação por insetos, contagens automatizadas, deslocamentos, comportamentos, sinais de enfermidade, topografia da área, abrangência em tempo real sobre várias propriedades rurais e seus rebanhos, além da disponibilização de alimentos, aguadas, escore corporal e hierarquias sociais, evidenciando assim o bem-estar animal, proporcionado por diferentes tipos de manejos e espécies animais criadas para fins econômicos e subsistência. Assim, há uma alta correlação entre inspeções diretas, visualizações aéreas de vigilância veterinária monitoradas e variações sazonais. Conclui-se que os veículos aéreos não tripulados constituem ferramenta eficaz e de custo acessível para vigilância sanitária, avaliação da saúde e bem-estar animal, contagem de animais em ambientes alagados redução de mão-de-obra e estresse pelo contato humano, onde é possível auxiliar o serviço veterinário do Brasil pelo monitoramento aéreo.
Palavras-chave: Drone; Monitoramento aéreo; Bem-estar animal; Sanidade animal.