A vaquejada é uma manifestação cultural e esportiva reconhecida no Brasil e especialmente difundida no Nordeste, envolvendo circulação, concentração e manejo de equinos e bovinos. Essa dinâmica impõe desafios sanitários específicos, pois o trânsito de animais de diferentes origens pode favorecer a disseminação de enfermidades infecciosas, ampliar riscos ocupacionais e comprometer o bem-estar animal quando não há planejamento, fiscalização e responsabilidade técnica. Este capítulo analisa a defesa sanitária animal em eventos de vaquejada a partir de revisão bibliográfica e documental, contemplando normas federais, diretrizes do Ministério da Agricultura e Pecuária, recomendações internacionais e estudos científicos sobre equídeos utilizados em atividades esportivas. São discutidos os fundamentos do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, os instrumentos de controle do trânsito animal, os protocolos sanitários aplicáveis a eventos de concentração, a atuação do médico-veterinário, os critérios de bem-estar e os desafios de implementação das normas em contextos regionais. O texto também aborda estratégias de fortalecimento das boas práticas, educação sanitária, rastreabilidade, uso da Guia de Trânsito Animal e perspectivas de digitalização dos sistemas de informação. Conclui-se que a continuidade responsável da vaquejada, depende da integração entre tradição cultural, vigilância epidemiológica, biosseguridade, proteção animal e corresponsabilidade entre organizadores, proprietários, competidores, profissionais e serviços veterinários oficiais. Uma defesa sanitária animal contemplada com uma parceria pública e privada em todas as ações.
Palavras-chave: Defesa sanitária animal; Vaquejada; Biosseguridade; Bem-estar animal; Vigilância veterinária.