A brucelose, uma zoonose infectocontagiosa de caráter crônico desencadeada pela bactéria Brucella, apresenta distribuição mundial e tem sido identificada em diversas regiões do Brasil. Esta enfermidade acarreta prejuízos econômicos consideráveis para a pecuária, manifestados por perdas na produção de leite e carne, elevada incidência de abortos, nascimento de bezerros fracos e baixa fertilidade. Adicionalmente, a ocorrência da brucelose impõe restrições comerciais internacionais e barreiras sanitárias. O impacto da doença se estende à saúde pública, sendo classificada como de caráter ocupacional pelo seu caráter zoonótico. Para combater esses impactos, o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT) instituiu a vacinação obrigatória de fêmeas bovinas e bubalinas. Especificamente no Estado do Maranhão, a obrigatoriedade de vacinar bezerras entre três e oito meses de idade vigora desde 2008. O controle e a erradicação da doença dependem da implementação rigorosa de medidas de defesa sanitária, sendo imperativo reforçar a conscientização e a aplicação estrita de higiene e biossegurança nas propriedades rurais, incluindo o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) na manipulação de produtos de abortos, visando a proteção da saúde animal e a prevenção da disseminação da zoonose e seus impactos socioeconômicos. A meta oficial do PNCEBT do MAPA é atingir um índice de vacinação de pelo menos 80% das bezerras vacinadas. Alcançar essa taxa é fundamental para o controle da doença no rebanho e a proteção da saúde pública, com maior controle de trânsito, via GTAs e busca de proprietários inadimplentes.
Palavras-chave: Brucelose bovina. Brucella. Zoonose. PNCEBT. Maranhão.