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Editora Novus

Capítulo 2

Título

A ATUAÇÃO DA DEFESA SANITÁRIA ANIMAL NOS LOCAIS DE ATUAÇÃO DE RISCO: ESTRATÉGIAS PARA O CONTROLE E PREVENÇÃO DE DOENÇAS

DOI

Autores

Maria Eduarda Alcântara Lima
Kamilla Yasmin Coelho
Maria de Nazaré Guimarães Moura
Laura Araújo Lima
Vitória Herlysandra Barros Vieira
Joana D’Arc Lima Matos
Amanda Luisa Paiva Cantanhede
Roberto Carlos Negreiros de Arruda
Herlane de Olinda Vieira Barros
Assuero Batista Feitosa Junior

Resumo

O artigo aborda a atuação da Defesa Sanitária Animal (DSA) em áreas de risco epidemiológico, locais que favorecem a introdução, ocorrência e disseminação de doenças ao reunir fatores relacionados ao animal, ao agente etiológico e ao ambiente. O Departamento de Saúde Animal do MAPA, é responsável por prevenir, controlar e erradicar enfermidades de relevância econômica, social e de saúde pública. Para isso, utiliza a vigilância como principal ferramenta, que pode ser ativa, quando o Serviço Veterinário Oficial (SVO) realiza investigações e inspeções, ou passiva, quando suspeitas de doenças são comunicadas por produtores, técnicos ou demais cidadãos (outros). Entre as áreas críticas sob fiscalização destacam-se frigoríficos, abatedouros, clínicas animais e locais de grande concentração animal, reconhecidos como pontos estratégicos para o controle sanitário devido à intensa movimentação de animais. Nessas situações, a regulamentação do trânsito é fundamental, sendo realizada por meio da emissão da Guia de Trânsito Animal (ferramentas de rastreamento) e da exigência de documentação sanitária (exames e atestados), autorização prévia e presença de médico-veterinário em eventos pecuários. O artigo também enfatiza o trabalho da DSA em abrigos de morcegos hematófagos, especialmente Desmodus rotundus, importante reservatório do vírus da Raiva. A identificação e o monitoramento desses abrigos utilizam recursos como georreferenciamento e Sistemas de Informações Geográficas (SIG), que permitem mapear e priorizar áreas de maior risco. O controle populacional do D. rotundus é realizado pela captura dos indivíduos e aplicação de pasta vampiricida, aproveitando o comportamento social da espécie para ampliar o alcance do método. A integração entre vigilância ativa, monitoramento ambiental e atuação técnica especializada constitui a base para a prevenção e o controle da raiva dos herbívoros e de outras enfermidades de impacto sanitário. 

Palavras-chave: Defesa Sanitária Animal, Vigilância, Áreas de Risco, Controle de Doenças.

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