O artigo aborda a atuação da Defesa Sanitária Animal (DSA) em áreas de risco epidemiológico, locais que favorecem a introdução, ocorrência e disseminação de doenças ao reunir fatores relacionados ao animal, ao agente etiológico e ao ambiente. O Departamento de Saúde Animal do MAPA, é responsável por prevenir, controlar e erradicar enfermidades de relevância econômica, social e de saúde pública. Para isso, utiliza a vigilância como principal ferramenta, que pode ser ativa, quando o Serviço Veterinário Oficial (SVO) realiza investigações e inspeções, ou passiva, quando suspeitas de doenças são comunicadas por produtores, técnicos ou demais cidadãos (outros). Entre as áreas críticas sob fiscalização destacam-se frigoríficos, abatedouros, clínicas animais e locais de grande concentração animal, reconhecidos como pontos estratégicos para o controle sanitário devido à intensa movimentação de animais. Nessas situações, a regulamentação do trânsito é fundamental, sendo realizada por meio da emissão da Guia de Trânsito Animal (ferramentas de rastreamento) e da exigência de documentação sanitária (exames e atestados), autorização prévia e presença de médico-veterinário em eventos pecuários. O artigo também enfatiza o trabalho da DSA em abrigos de morcegos hematófagos, especialmente Desmodus rotundus, importante reservatório do vírus da Raiva. A identificação e o monitoramento desses abrigos utilizam recursos como georreferenciamento e Sistemas de Informações Geográficas (SIG), que permitem mapear e priorizar áreas de maior risco. O controle populacional do D. rotundus é realizado pela captura dos indivíduos e aplicação de pasta vampiricida, aproveitando o comportamento social da espécie para ampliar o alcance do método. A integração entre vigilância ativa, monitoramento ambiental e atuação técnica especializada constitui a base para a prevenção e o controle da raiva dos herbívoros e de outras enfermidades de impacto sanitário.
Palavras-chave: Defesa Sanitária Animal, Vigilância, Áreas de Risco, Controle de Doenças.