A escuta ativa configura-se como uma importante tecnologia de cuidado no campo da saúde mental, especialmente nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), onde o vínculo terapêutico é essencial para a efetividade das intervenções. Este estudo teve como objetivo analisar a escuta ativa como estratégia utilizada pelo enfermeiro para o fortalecimento do vínculo com os usuários. Trata-se de uma revisão de literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada a partir de buscas nas bases Google Acadêmico e SciELO, considerando publicações entre os anos de 2020 e 2025. Foram selecionados 10 estudos que abordavam a temática proposta. Os resultados evidenciaram que a escuta ativa contribui para a humanização do cuidado, melhora a comunicação, fortalece a relação profissional-usuário e favorece a adesão ao tratamento. Além disso, permite a identificação precoce de necessidades e agravos, contribuindo para intervenções mais eficazes e individualizadas. Apesar de sua relevância, desafios como a sobrecarga de trabalho e a necessidade de capacitação profissional ainda limitam sua aplicação plena. Conclui-se que a escuta ativa é uma estratégia fundamental na prática do enfermeiro em saúde mental, sendo essencial para o fortalecimento do vínculo terapêutico e para a qualificação da assistência prestada nos CAPS.
Palavras-chave: Escuta ativa; Enfermagem em saúde mental; CAPS; Vínculo terapêutico; Humanização do cuidado.