A gravidez é um período marcado por intensas mudanças fisiológicas e emocionais, no qual muitas mulheres permanecem em atividade laboral até fases avançadas. Essa permanência no trabalho expõe as gestantes a diferentes riscos ocupacionais, especialmente em áreas como a saúde, onde agentes biológicos, químicos, físicos e ergonômicos estão presentes de forma significativa. O estudo buscou analisar como tais fatores podem comprometer o bem-estar materno e o desenvolvimento fetal, incluindo potenciais efeitos teratogênicos decorrentes da exposição a substâncias nocivas. A pesquisa foi conduzida por meio de revisão bibliográfica em bases científicas reconhecidas, como SciElo, PubMed/MEDLINE, Lilacs e Google Acadêmico, fazendo a utilização dos descritores: “Riscos ocupacionais”, AND “Desenvolvimento fetal”, AND “Teratogênese”. Foram selecionados artigos publicados em português nos últimos dez anos, disponíveis gratuitamente. Os resultados apontam que gestantes e puérperas enfrentam condições de trabalho frequentemente inadequadas, sem adaptações suficientes para reduzir os riscos. Além disso, observa-se que o conhecimento sobre perigos ergonômicos é limitado, sendo transmitido principalmente por orientações verbais. Conclui-se que há necessidade urgente de políticas públicas e medidas institucionais mais eficazes, capazes de assegurar proteção, conforto e segurança às trabalhadoras gestantes, garantindo a preservação de seus direitos e a promoção de ambientes laborais saudáveis.
Palavras-Chave; Desenvolvimento Fetal; Riscos Ocupacionais; Teratogênese; Gestante; Saúde.