O cuidado humanizado na saúde mental tem se destacado como um elemento fundamental para a qualificação da assistência, especialmente no contexto da atuação do enfermeiro. Este estudo teve como objetivo analisar o cuidado humanizado e suas possibilidades na prática da enfermagem em saúde mental, com ênfase no acolhimento e no vínculo terapêutico como ferramentas essenciais do cuidado. Trata-se de uma revisão de literatura, de abordagem qualitativa e caráter descritivo, realizada a partir de buscas nas bases de dados Google Acadêmico e SciELO, contemplando publicações no período de 2019 a 2025. Os resultados evidenciaram que o acolhimento favorece o acesso aos serviços, promove escuta qualificada e contribui para a organização do cuidado, enquanto o vínculo terapêutico fortalece a relação entre enfermeiro e usuário, impactando positivamente na adesão ao tratamento e nos desfechos clínicos. Observou-se ainda que práticas baseadas na empatia, comunicação eficaz e respeito à subjetividade do indivíduo são fundamentais para a humanização da assistência. Entretanto, desafios como sobrecarga de trabalho e necessidade de capacitação profissional ainda limitam a efetivação dessas estratégias. Entende-se então que o cuidado humanizado, por meio do acolhimento e do vínculo terapêutico, é indispensável na prática do enfermeiro em saúde mental, contribuindo para um cuidado mais integral, resolutivo e centrado no usuário.
Palavras-chave: Cuidado humanizado; Enfermagem em saúde mental; Acolhimento; Vínculo terapêutico; Atenção psicossocial.