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Editora Novus

Capítulo 12

Título

O BRINCAR COMO RECURSO DA TERAPIA OCUPACIONAL NO TEA: DA OCUPAÇÃO INFANTIL À PARTICIPAÇÃO SOCIAL E AO DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES

DOI

Autores

Pedro Paulo Alves Batista
Reinaldo dos Santos Marques Filho
Eigon Santana de Proença
Crisleide Vilanova da Mota
Patricia Rodrigues Penagrande
Gisele Francislene Rodrigues Fernandes
Bianca Rille Cunha Silva
Flavio Evandro Pereira
Gabriela da Trindade Oliveira
Kátia Alves Martins Polveiro
Rosângela Maria dos Santos Fortunato

Resumo

O brincar é uma ocupação central da infância e pode constituir, na Terapia Ocupacional, tanto um objetivo de intervenção quanto um meio para favorecer participação, interação social, autonomia e aprendizagem. Este artigo teve como objetivo analisar evidências sobre o uso do brincar no atendimento de crianças autistas, com ênfase em brincadeira espontânea e guiada, imitação, modelagem, brincadeira simbólica, atenção compartilhada, mediação por pares e cuidadores e adaptação de contextos. Realizou-se revisão narrativa estruturada em agosto de 2026, com consulta a PubMed/MEDLINE, periódicos científicos, documentos da American Occupational Therapy Association e normativa do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional. Foram priorizadas revisões sistemáticas, metanálises, ensaios clínicos e estudo de métodos mistos pertinente à perspectiva infantil. A síntese quantitativa mostra efeitos favoráveis em habilidades de brincar e alguns desfechos sociais, porém com heterogeneidade elevada entre estudos. Evidências específicas da Terapia Ocupacional sustentam estratégias como imitação da criança, modelagem e combinação de brincadeira livre e guiada. Dados qualitativos reforçam que participação social não deve ser presumida como objetivo uniforme e que a perspectiva da própria criança precisa orientar a intervenção. Conclui-se que o brincar deve permanecer significativo, motivador e centrado na criança, com objetivos funcionais mensuráveis, participação familiar quando pertinente e avaliação contínua de generalização e satisfação.

Palavras-chave: Terapia Ocupacional, Brincar, Transtorno do Espectro Autista, Participação Social, Infância

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