O Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) representa um desafio crítico para a saúde pública global, com prevalência crescente e diagnóstico frequentemente tardio devido ao seu caráter assintomático. O presente estudo teve como objetivo geral compreender a importância dos exames laboratoriais no diagnóstico precoce do DM2, analisando as principais ferramentas diagnósticas, sua relevância clínica e limitações. A metodologia consistiu em uma revisão de literatura de caráter descritivo e abordagem qualitativa, utilizando bases de dados como SciELO, Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES, com suporte nas diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (2025) e American Diabetes Association (2026). Os resultados demonstram que a glicemia de jejum, a hemoglobina glicada (HbA1c) e o teste oral de tolerância à glicose (TOTG) são pilares essenciais para a detecção antecipada, permitindo intervenções que podem reduzir em até 58% a progressão da doença. No entanto, evidenciaram-se limitações significativas, como a variabilidade pré-analítica, interferências biológicas (anemias e estresse) e barreiras socioeconômicas de acesso. Conclui-se que o diagnóstico precoce, mediado por uma atuação estratégica da Atenção Primária à Saúde, é fundamental para mitigar complicações crônicas e garantir a sustentabilidade do sistema de saúde, transformando o monitoramento laboratorial em uma ferramenta de prevenção e longevidade.
Palavras-chave: Diabetes Mellitus tipo 2; Diagnóstico precoce; Exames e Diagnósticos de Laboratório; Índice de Glicemia; Acesso à Atenção Primária.