As parasitoses intestinais constituem um relevante problema de saúde pública no Brasil, especialmente em regiões Norte e Nordeste, onde o saneamento básico é precário e a população infantil apresenta maior vulnerabilidade. Protozoários e helmintos, como Giardia lamblia e Ascaris lumbricoides, estão associados a impactos clínicos e nutricionais significativos, incluindo diarreia, anemia, atraso no crescimento e prejuízos cognitivos. O objetivo deste estudo é analisar a prevalência das parasitoses intestinais em crianças em idade escolar no Brasil, identificando os principais fatores associados à transmissão e compreendendo seus impactos no desenvolvimento infantil. Para alcançar esse propósito, foi realizada uma revisão sistemática de caráter descritivo e analítico, utilizando como descritores “Parasitoses intestinais”, “Prevalência em crianças” e “Qualidade de vida infantil”, em português e inglês, intermediados por operadores booleanos. As bases de dados consultadas foram Google Acadêmico, SciELO, Lilacs, Medline e Scopus, considerando artigos originais, revisões e estudos de corte publicados nos últimos 10 anos (2017-2026) Observou-se que as parasitoses intestinais apresentam distribuição heterogênea no Brasil, com maior incidência em regiões de vulnerabilidade socioeconômica. Crianças constituem o grupo mais afetado, devido à imaturidade imunológica e hábitos comportamentais que favorecem a transmissão. Os principais impactos incluem déficits nutricionais, anemia, atraso no crescimento e prejuízos cognitivos, refletindo diretamente na qualidade de vida e no desempenho escolar. Conclui-se que as parasitoses intestinais em crianças brasileiras permanecem como desafio de saúde pública, reforçando a necessidade de estratégias integradas de controle. Campanhas de desparasitação, programas de educação em saúde e investimentos em saneamento básico são medidas indispensáveis para reduzir a incidência dessas infecções e promover melhorias na qualidade de vida infantil.
Palavras-chave: Parasitoses intestinais. Prevalência em crianças. Qualidade de vida infantil.