Introdução: A disseminação do vírus da imunodeficiência humana é uma preocupação em saúde pública. Uma estratégia para controlá-la envolve a administração de medicamentos antirretrovirais aos soropositivos. Espera-se que o início do tratamento resulte na supressão da carga viral. Como a infeção é de natureza crônica, a avaliação da qualidade de vida e seu impacto na adesão dos medicamentos se torna uma preocupação de destaque. Objetivo: analisa a relação entre a eficiência da TARV, parâmetros clínicos e laboratoriais, e os impactos na qualidade de vida de pessoas vivendo com HIV/AIDS. Material e Métodos: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura sobre a qualidade de vida de pacientes soropositivos que adotaram o tratamento com antirretrovirais, utilizando descritores isolados e combinados em português e inglês nas bases de dados Google Acadêmico, SciElo, Lilacs, Medline e Scopus) nos últimos 10 anos (2017 – 2026) Resultados: A composição final contou com uma ampla base de estudos científicos, e os domínios da Escala de Qualidade de Vida Relacionada ao HIV (HAT-QoL) que mais se associaram às pessoas em tratamento com antirretrovirais foram o físico e o social. Observou-se na maioria dos artigos que o tratamento antirretroviral apesar de contribuir com a diminuição de carga viral ele ainda é um dos fatores que impactam negativamente a qualidade de vida. Conclusão: Percebeu-se que a qualidade de vida está sujeita a diversos fatores, incluindo o suporte e a assistência adequada no que diz respeito à continuidade do tratamento antirretroviral. Diante dos efeitos colaterais, é importante salientar sobre a importância do tratamento e incentivar sua adesão através de políticas públicas e ações orientativas, bem como proporcionar educação contínua aos profissionais que trabalham na equipe multidisciplinar.
Palavras-chave: Imunodeficiência Humana. Mecanismo de ação. TARV. Coquetéis.