A harmonização facial tem se consolidado como uma das principais práticas da estética contemporânea, sendo amplamente procurada por indivíduos que buscam procedimentos minimamente invasivos capazes de promover rejuvenescimento facial e melhoria da aparência. Nesse contexto, o ácido hialurônico destaca-se como um dos biomateriais mais utilizados em procedimentos de preenchimento dérmico, devido às suas propriedades biológicas, como biocompatibilidade, capacidade de retenção hídrica e atuação na volumização dos tecidos. O presente estudo teve como objetivo analisar o uso do ácido hialurônico na harmonização facial, considerando suas aplicações, benefícios estéticos, possíveis complicações e a atuação do biomédico esteta. Trata-se de uma pesquisa de revisão de literatura, de natureza descritiva e abordagem qualitativa. A busca foi realizada nas bases de dados SciELO, PubMed e Google Acadêmico, utilizando descritores específicos relacionados ao tema, combinados por operadores booleanos. Inicialmente, foram identificados cerca de 120 estudos, sendo selecionados 20 artigos científicos após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, considerando publicações entre 2015 e 2025. Os resultados evidenciaram que o ácido hialurônico é amplamente utilizado em diferentes regiões da face, promovendo melhora do contorno facial, reposição de volume e resultados com aspecto natural. Também foram identificadas complicações associadas ao procedimento, como edema, hematomas, reações inflamatórias e, em casos mais graves, necrose tecidual e oclusão vascular. Destaca-se a importância da atuação qualificada do biomédico esteta, cuja formação técnica e conhecimento anatômico são fundamentais para a segurança dos procedimentos. Conclui-se que o uso do ácido hialurônico representa um avanço na estética, desde que associado a práticas seguras e fundamentadas em conhecimento científico.
Palavras-chave: Ácido hialurônico; Harmonização facial; Biomedicina estética; Preenchimento dérmico; Estética.