A transmissão vertical do HIV ainda representa um importante desafio para a saúde pública, principalmente devido às dificuldades relacionadas ao diagnóstico precoce e ao acesso adequado ao pré-natal. Este estudo teve como objetivo compreender a importância do diagnóstico laboratorial na prevenção da transmissão vertical do HIV em gestantes, destacando a relevância da identificação precoce da infecção para a redução dos riscos de contágio do bebê. A pesquisa foi desenvolvida por meio de uma revisão bibliográfica de caráter qualitativo, baseada em artigos científicos, boletins epidemiológicos e protocolos do Ministério da Saúde publicados entre os anos de 2004 e 2026, consultados em bases como SciELO, PubMed e Google Acadêmico. Ao longo do trabalho, foram abordados os aspectos gerais do HIV, os mecanismos de transmissão vertical, os principais métodos laboratoriais utilizados no rastreio e diagnóstico, além do impacto da testagem durante o acompanhamento gestacional. Os resultados demonstraram que exames como os testes rápidos, os imunoensaios de quarta geração e a carga viral por PCR são fundamentais para identificar a infecção em tempo oportuno, permitindo o início imediato da terapia antirretroviral e outras medidas preventivas. Também foi observado que fatores sociais, econômicos e emocionais interferem diretamente no acesso ao diagnóstico e na continuidade do tratamento. Conclui-se que o acompanhamento laboratorial durante a gestação, aliado a um atendimento humanizado e ao fortalecimento das políticas públicas de saúde, é indispensável para reduzir os casos de transmissão vertical do HIV e garantir maior segurança para a mãe e o recém-nascido.
Palavras-chave: HIV. Transmissão Vertical. Diagnóstico Laboratorial. Gestantes. Pré-natal.