Introdução: A crise psíquica representa um dos maiores desafios assistenciais da enfermagem em saúde mental, exigindo do profissional não apenas domínio técnico, mas habilidades relacionais, comunicacionais e éticas ancoradas nos princípios da Reforma Psiquiátrica Brasileira e da Política Nacional de Humanização. Objetivo: Analisar as contribuições do cuidado humanizado do enfermeiro frente a pacientes em crise psíquica, identificando estratégias, desafios e implicações para a prática assistencial. Método: Revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa e natureza descritiva, com busca realizada nas bases de dados BDENF, LILACS, SciELO e PubMed, utilizando os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): “Saúde Mental”, “Enfermagem Psiquiátrica”, “Humanização da Assistência” e “Crise Psíquica”, com publicações entre 2019 e 2025. Foram identificados inicialmente 112 estudos; após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão, 13 artigos compuseram a amostra final. Resultados: O acolhimento, a escuta qualificada e o vínculo terapêutico emergem como tecnologias leves essenciais para o manejo da crise, contribuindo para a redução de intervenções coercitivas, melhoria da comunicação e estabilização clínica. Conclusão: O cuidado humanizado é indispensável à prática do enfermeiro em saúde mental, sendo fundamental investir em capacitação profissional continuada e em políticas institucionais que consolidem a atenção psicossocial centrada no sujeito.
Palavras-chave: Saúde Mental. Enfermagem Psiquiátrica. Humanização da Assistência. Crise Psíquica. Acolhimento.