A população ribeirinha do Amazonas enfrenta desafios significativos no acesso à saúde, decorrentes do isolamento geográfico, dispersão territorial e limitações estruturais. Considerando essa realidade, este estudo tem como objetivo analisar a assistência de enfermagem prestada a essa população, destacando avanços, desafios e estratégias adotadas. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases de dados SciELO, LILACS e PubMed, com artigos publicados entre 2020 e 2025, nos idiomas português e inglês. Foram incluídos estudos que abordassem a atuação da enfermagem, acesso aos serviços e qualidade do cuidado, excluindo-se resumos sem texto completo e trabalhos fora do tema. Os resultados mostram que existem iniciativas importantes, como as Equipes de Saúde da Família Ribeirinha e Unidades Básicas de Saúde Fluviais, que ampliaram a cobertura assistencial. No entanto, persistem dificuldades como escassez de recursos, dificuldades de transporte e limitações na formação profissional. A enfermagem desempenha papel central na promoção, prevenção e acompanhamento de doenças, mas necessita de suporte estrutural e capacitação continuada para atender às especificidades locais. Conclui-se que é fundamental investir em políticas públicas que valorizem o trabalho da enfermagem e garantam acesso equitativo à saúde nas áreas ribeirinhas.
Palavras-chave: Enfermagem; População ribeirinha; Amazonas; Atenção Primária à Saúde; Acesso aos Serviços de Saúde.