Este estudo abordou a utilização de biomarcadores no diagnóstico e monitoramento do câncer, considerando sua relevância crescente na biomedicina e na prática clínica. O problema central investigado esteve relacionado aos desafios e limitações que ainda dificultam a aplicação ampla e eficaz desses marcadores, especialmente no que diz respeito à detecção precoce da doença e ao acompanhamento da resposta terapêutica. O objetivo geral consistiu em analisar a aplicabilidade dos biomarcadores, identificando barreiras e apontando melhorias para otimizar sua eficácia clínica. Para alcançar esse propósito, realizou-se uma revisão bibliográfica de caráter exploratório, baseada em artigos científicos, teses, dissertações e periódicos publicados entre 2019 e 2025, selecionados em bases de dados nacionais e internacionais. A análise evidenciou que os biomarcadores apresentam grande potencial para transformar o diagnóstico oncológico, permitindo identificar alterações moleculares, genéticas e proteicas associadas ao desenvolvimento tumoral, além de possibilitar a personalização dos tratamentos. Contudo, também foram observadas limitações importantes, como a variabilidade das amostras, a falta de padronização metodológica, a baixa reprodutibilidade dos resultados e a dificuldade de adaptação às exigências clínicas. Concluiu-se que, embora os biomarcadores representem uma das ferramentas mais promissoras da oncologia moderna, sua implementação plena ainda depende da superação de barreiras técnicas, estatísticas e financeiras. Ao mesmo tempo, os avanços recentes em genômica, proteômica, bioinformática e inteligência artificial indicaram perspectivas positivas para o futuro, reforçando a importância da continuidade das pesquisas e do investimento em inovação para consolidar os biomarcadores como instrumentos centrais no diagnóstico e tratamento do câncer.
Palavras-chave: Biomarcadores. Diagnóstico. Monitoramento. Câncer.