A alopecia androgenética (AAG) é a forma de perda capilar de maior prevalência em ambos os sexos, originando-se da interação entre determinantes genéticos e hormonais que conduzem à miniaturização progressiva dos folículos pilosos. Apesar de seu perfil clínico benigno, a condição produz repercussões psicossociais de considerável magnitude, afetando a autoestima, a percepção da imagem corporal, as dinâmicas relacionais e a qualidade de vida dos pacientes. O artigo tem por objetivo analisar as principais soluções estéticas disponíveis para o manejo da AAG e discutir seus reflexos sobre o bem-estar psicossocial dos indivíduos acometidos. A metodologia adotada fundamenta-se em revisão de literatura de caráter descritivo e qualitativo, com base em publicações científicas dos últimos quinze anos indexadas nas plataformas SciELO, PubMed, LILACS, Redalyc e Periódicos CAPES. Os achados indicam que as intervenções estéticas disponíveis, entre elas tratamentos tópicos, procedimentos não invasivos como laser de baixa intensidade, microagulhamento e mesoterapia, bem como o emprego de próteses capilares e técnicas de camuflagem, constituem recursos com eficácia demonstrada tanto para a recuperação da aparência física quanto para a reabilitação psicossocial do paciente. A atuação do profissional de estética mostra-se determinante nesse contexto, especialmente quando orientada por uma postura humanizada que concilia o acolhimento emocional ao rigor técnico. Conclui-se que a estética transcende a dimensão física, tornando-se ferramenta de promoção da saúde integral e do equilíbrio psíquico dos indivíduos acometidos pela AAG.
Palavras-chave: Alopecia androgenética. Soluções estéticas. Impacto psicossocial. Autoestima. Bem-estar.