Introdução: A sífilis congênita permanece como importante problema de saúde pública, refletindo fragilidades na assistência pré-natal e na prevenção da transmissão vertical. Mesmo sendo uma doença prevenível e tratável, os índices permanecem elevados no Brasil. Objetivo: Analisar a sífilis congênita como indicador de fragilidade na atenção pré-natal, destacando a importância do diagnóstico precoce e da assistência qualificada. Materiais e Métodos: Trata-se de uma pesquisa bibliográfica, descritiva e qualitativa, realizada por meio da análise de artigos científicos, protocolos clínicos e documentos oficiais do Ministério da Saúde. Resultados e Discussão: Os resultados demonstraram que persistem dificuldades relacionadas ao acesso aos serviços de saúde, diagnóstico tardio, tratamento inadequado e baixa adesão do parceiro sexual, contribuindo para a manutenção da transmissão vertical da sífilis. Considerações Finais: Conclui-se que o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, associado à qualificação da assistência de enfermagem e às ações educativas, é essencial para a redução dos casos de sífilis congênita.
Palavras-chave: Sífilis congênita; Pré-natal; Transmissão vertical; Saúde materno-infantil; Atenção Primária à Saúde.