A enfermagem estética constitui uma área em expansão no Brasil, regulamentada pela Resolução COFEN nº 626/2020, que reconhece a atuação do enfermeiro como especialista e gestor. No entanto, a transição da prática assistencial para a administração de um empreendimento apresenta obstáculos significativos. Este estudo tem como objetivo analisar os principais desafios enfrentados pelo enfermeiro ao assumir a gestão de clínicas de estética. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com base em legislação e artigos científicos indexados publicados entre 2020 e 2026. Os resultados apontam que os principais entraves referem-se à formação acadêmica insuficiente em gestão, à complexidade burocrática e jurídica, às dificuldades na gestão financeira e à necessidade de reconhecimento profissional. Conclui-se que, embora a atuação seja legal e promissora, é indispensável a capacitação gerencial e empreendedora para garantir a segurança do paciente, a qualidade do serviço e a sustentabilidade do negócio.
Palavras-chave: Enfermagem Estética; Gestão em Saúde; Empreendedorismo; Administração de Serviços de Saúde; Ética Profissional.