O objetivo do estudo é analisar a relação entre o exercício físico e o tratamento da obesidade infantil, destacando suas contribuições como estratégia não farmacológica para o desenvolvimento saudável e a promoção da saúde e qualidade de vida. O método adotado consistiu em uma revisão de literatura de caráter qualitativo, com levantamento e análise de produções científicas nacionais e internacionais que abordam a influência da prática do exercício físico no tratamento da obesidade infantil. Os resultados evidenciaram que o exercício físico, quando planejado de forma adequada e adaptado à faixa etária, contribui significativamente para a redução do excesso de gordura corporal, melhora da composição corporal e aprimoramento de capacidades físicas e metabólicas. Observou-se ainda que a prática regular de exercício físico favorece o desenvolvimento de hábitos saudáveis, além de promover benefícios psicológicos, como melhora na regulação emocional, redução de quadros de ansiedade e estresse na infância. Adicionalmente, foram identificados impactos positivos no âmbito social, incluindo maior interação e qualidade de vida. Conclui-se que o exercício físico constitui um elemento fundamental no tratamento não farmacológico da obesidade infantil, devendo ser incorporado de forma planejada e contínua, com abordagem interdisciplinar e incentivo à participação familiar.
Palavras-chave: Obesidade infantil; exercício físico; tratamento não farmacológico; saúde infantil; qualidade de vida.