O objetivo do estudo é analisar a relação entre a atividade física recreativa e o desenvolvimento cognitivo em crianças neuroatípicas, destacando suas contribuições para o desenvolvimento e para a promoção da saúde integral. O método adotado consistiu em uma revisão de literatura de caráter qualitativo, com levantamento e análise de produções científicas nacionais e internacionais que abordam a relação entre movimento corporal, ludicidade e desenvolvimento infantil no contexto da neurodiversidade. Os resultados evidenciaram que a atividade física recreativa, quando planejada de forma inclusiva e lúdica, contribui significativamente para o aprimoramento de funções cognitivas essenciais, como atenção, memória e funções executivas, além de favorecer a flexibilidade cognitiva e a capacidade de resolução de problemas. Observou-se ainda que a diversidade de práticas corporais potencializa os estímulos cognitivos, respeitando os ritmos e singularidades das crianças neuroatípicas. Paralelamente, foram identificados benefícios relevantes no âmbito emocional e social, como fortalecimento da autoestima, melhora das interações sociais e maior senso de pertencimento. Conclui-se que a atividade física recreativa constitui um elemento estruturante para a promoção da saúde integral de crianças neuroatípicas, devendo ser incorporada de forma sistemática em propostas educativas e interventivas, com atuação interdisciplinar e sensível à neurodiversidade.
Palavras-chave: atividade física recreativa; desenvolvimento cognitivo; crianças neuroatípicas; inclusão; saúde integral.