Este artigo analisa os riscos econômicos, as implicações sociais e os marcos regulatórios associados aos organismos geneticamente modificados (OGMs) na agricultura brasileira. A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica qualitativa, com base em documentos técnicos, científicos e jurídicos que abordam biossegurança, regulação e impactos de mercado. Observou-se que os OGMs, especialmente nas culturas de soja, milho e algodão, contribuíram para ganhos de produtividade, redução de custos e ampliação da competitividade do agronegócio. Entretanto, também foram identificados desafios relevantes, como a concentração de poder econômico nas mãos de poucas corporações, a dependência tecnológica dos produtores e a necessidade de maior vigilância sobre possíveis impactos ambientais e sociais. O estudo evidencia que a biossegurança não deve se limitar à avaliação técnica, devendo incluir também a análise de efeitos econômicos, éticos e ambientais. Conclui-se que o fortalecimento da fiscalização, da transparência e do monitoramento pós-comercialização é fundamental para garantir o uso responsável dos OGMs no Brasil.
Palavras-chave: OGM, Transgenia, Biossegurança, Riscos Econômicos e Regulação.