O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem sido amplamente investigado na infância; entretanto, ainda existem lacunas significativas na literatura científica acerca das experiências e desafios vivenciados por pessoas autistas na vida adulta. Este artigo tem como objetivo discutir o autismo na fase adulta, enfatizando os desafios relacionados ao diagnóstico tardio, à autoestima, à inclusão social e à inserção no mercado de trabalho. A pesquisa caracteriza-se como um estudo qualitativo de natureza bibliográfica, fundamentado em produções científicas publicadas entre os anos de 2000 e 2024 em bases acadêmicas como SciELO, Portal de Periódicos CAPES e Google Acadêmico. Os resultados evidenciam que adultos autistas frequentemente enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso ao diagnóstico, à burocracia do sistema de saúde, à permanência em ambientes de espera prolongada, bem como barreiras sociais e institucionais que dificultam sua plena inclusão social e profissional. Conclui-se que a ampliação do acesso ao diagnóstico e a construção de políticas públicas voltadas à vida adulta são fundamentais para promover autonomia, cidadania e qualidade de vida para pessoas autistas.