O presente artigo discute as barreiras comunicacionais no ambiente escolar inclusivo, investigando a relação entre alunos surdos e ouvintes. A partir de uma pesquisa qualitativa realizada em uma escola pública municipal, fundamentada nos estudos de Quadros (2004) e Gesser (2009, 2012), o estudo questiona o isolamento do aluno surdo mesmo em espaços previstos para a inclusão. Os resultados apontam que a ausência de domínio da Libras pelos alunos ouvintes e pela equipe pedagógica perpetua o estigma da surdez como falta ou patologia. Conclui-se que o ensino de Libras como segunda língua (L2) para ouvintes é a ferramenta primordial para a efetivação de uma escola verdadeiramente bilíngue e democrática.