Este artigo discute a reprovação e a defasagem idade–série como expressões persistentes do fracasso escolar nos Anos Finais do Ensino Fundamental, com foco no 6º ano, etapa de transição entre os ciclos e de maior vulnerabilidade no percurso educacional. A análise tem como base o estudo de caso realizado no Colégio Municipal de Biritinga (Bahia), articulado a dados nacionais recentes do INEP (2023–2025), que indicam que cerca de 20% dos alunos brasileiros dos anos finais ainda apresentam atraso escolar. O estudo fundamenta-se em autores como Crahay (2016), Dourado e Oliveira (2019), Luckesi (2011), Freitas (2018), Esteban (2020) e Saviani (2023), discutindo as causas estruturais e pedagógicas que sustentam o fenômeno da exclusão escolar. Destaca-se também a dimensão emocional dessa etapa, marcada pela transição da infância para a adolescência e pelos conflitos identitários e afetivos que impactam o interesse pelos estudos e a relação com a escola. Os resultados evidenciam que a reprovação e a defasagem derivam de fatores interligados, como desestruturação familiar, falta de interesse estudantil, carência de políticas públicas efetivas e fragilidade das práticas avaliativas e formativas. Além disso, a análise aponta o impacto do pós-pandemia na ampliação das lacunas de aprendizagem e na intensificação das desigualdades educacionais. Conclui-se que o enfrentamento do fracasso escolar exige políticas públicas integradas, gestão democrática, investimento continuado nos Anos Finais e valorização docente, a fim de assegurar o direito à aprendizagem e a equidade educacional.