Este artigo discute os modos de leitura da poesia concreta, problematizando a inexistência de métodos e técnicas rígidas para sua interpretação e enfatizando a leitura como experiência estética, sensorial e histórica. A poesia concreta, ao romper com a linearidade discursiva e privilegiar a materialidade do signo, convoca o leitor a uma interação ativa com o espaço, a visualidade e a forma. Fundamentado em contribuições teóricas da semiótica, da estética e da análise do discurso, o texto compreende a leitura como um processo de atribuição de sentidos marcado pela memória, pelo estranhamento e pela pluralidade interpretativa.